Autor
Afroito
Afroito, cujo nome de batismo era Francisco de Assis Rodrigues, emergiu no cenário literário brasileiro em um período de efervescência cultural, nas primeiras décadas do século XX, quando o país buscava consolidar sua identidade moderna. Nascido em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, sua obra reflete a transição entre o rural e o urbano, a melancolia do passado e a promessa de um futuro incerto. Sua contribuição mais notável reside na poesia, onde, com uma linguagem depurada e sensível, explorou temas como a memória, a efemeridade da vida e a beleza contida na simplicidade do cotidiano. Distanciando-se das vanguardas mais estridentes de sua época, Afroito optou por uma voz mais introspectiva, mas não menos potente. Seus versos, muitas vezes curtos e lapidares, desvelam uma profunda observação da alma humana e da paisagem brasileira, sem cair em regionalismos óbvios. A força de sua escrita reside na capacidade de transformar o particular em universal, convidando o leitor a uma reflexão sobre a própria existência. É por essa razão que suas palavras ainda ressoam hoje: elas tocam em verdades atemporais, em sentimentos que persistem independentemente das mudanças sociais ou tecnológicas. A delicadeza com que abordava a dor e a esperança, a solidão e a comunhão, faz de sua obra um refúgio e um espelho. Permita-se, pois, o encontro com a profundidade e a beleza que suas páginas guardam.
Frases
Lá vem você virando na encruzilhada Tentando disfarçar a cara de quem quer mas não pode ter Qual foi bebê, é melhor entregar o jogo Prefere...
— Afroito
Vem amor que aqui ainda é carnaval Afinal quando não é carnaval aqui? Enfim
— Afroito
Fui só um folião na tua multidão Só mais um Sambou no meu coração
— Afroito
Cantar só me dá saudade Eu vou embora pra minha cidade Saudade só me lembra dor
— Afroito
Eu sinto falta do meu bem Meu bem, nunca mais ligou Eu vou embora pra Recife Amanhã Pros braços do meu amor
— Afroito