Autor
Almada Negreiros
José de Almada Negreiros, figura central do modernismo português, emergiu no efervescente cenário cultural do início do século XX, um período de profunda transformação social e artística em Portugal. Nascido em 1893, testemunhou a transição da monarquia para a república e a busca por uma identidade nacional renovada, refletindo em sua obra a inquietação e a ousadia de uma geração que ansiava por romper com o passado. Foi um artista multifacetado: poeta, romancista, dramaturgo, ensaísta, pintor e designer, um verdadeiro homem-orquestra que desafiou as fronteiras entre as artes. Sua contribuição para o modernismo é inegável, desde a participação na revista *Orpheu*, marco inaugural do movimento, até a autoria de manifestos provocadores como o "Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX" e a "Senha Estética". O romance "Nome de Guerra" e a peça "Antes de Começar..." são exemplos da sua escrita inovadora, que explorava a fragmentação da realidade e a complexidade da condição humana. Almada não se limitou ao texto; suas pinturas, murais e desenhos, como os painéis da Gare Marítima de Alcântara, são testemunhos visuais de uma mente que via o mundo em cores e formas arrojadas. Ainda hoje, a obra de Almada Negreiros ressoa pela sua pertinência e pela sua capacidade de questionar. A sua busca por uma identidade portuguesa moderna, o seu experimentalismo formal e a sua crítica perspicaz à sociedade continuam a dialogar com os desafios contemporâneos. A ousadia de sua visão e a profundidade de seu pensamento convidam-nos a revisitar um legado que permanece vibrante. Permita-se, pois, mergulhar nas palavras e imagens deste mestre, e descobrir a riqueza de um universo que ainda pulsa.
Frases
Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa – salvar a humanidade.
— Almada Negreiros
A alegria é a coisa mais séria da vida!
— Almada Negreiros
Não sei sonhar senão a vida [...] não sei viver senão o sonho.
— Almada Negreiros
Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó-cego muito apertado! Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça! Quando passas a tua mão na minha ca...
— Almada Negreiros
As palavras dançam nos olhos das pessoas conforme o palco dos olhos de cada um.
— Almada Negreiros