Autor
Fagner
Raimundo Fagner Cândido Lopes, conhecido simplesmente como Fagner, emerge na cena musical brasileira como uma voz singular, forjada nas paisagens áridas e férteis do Ceará. Nascido em Orós, em 1949, sua trajetória se entrelaça com o efervescente movimento da Música Popular Brasileira dos anos 1970, período de intensa experimentação e afirmação cultural. Fagner, contudo, não se limitou às fronteiras do gênero, incorporando em sua arte as raízes nordestinas, o lirismo da poesia e uma sonoridade que transitava entre o regional e o universal, o acústico e o orquestral. Desde o álbum de estreia, "Manera Fru Fru, Manera" (1973), sua voz grave e inconfundível, aliada a composições que exploram a melancolia, o amor e a crítica social, o estabeleceu como um dos grandes nomes da MPB. Canções como "Canteiros", "Revelação", "Deslizes" e "Borbulhas de Amor" tornaram-se hinos geracionais, atravessando décadas e mantendo-se no repertório afetivo de milhões. Sua capacidade de musicar poemas de autores como Cecília Meireles e Ferreira Gullar, e de colaborar com artistas de diversas vertentes, demonstra a amplitude de seu talento e a riqueza de sua contribuição. Ainda hoje, as palavras de Fagner ressoam porque tocam em sentimentos universais, em dilemas humanos que transcendem o tempo e o espaço. Sua obra é um espelho das paixões e das contradições do Brasil, um convite à introspecção e à celebração da vida em suas múltiplas facetas. Que o leitor se permita, então, mergulhar na profundidade de suas canções e descobrir a perenidade de sua poesia.
Frases
Na boca um sabor de veneno, No peito aquele nó!!! Fagner
— Fagner
Esse coração. Não consegue se conter. Ao ouvir tua voz
— Fagner
Não sou alegre nem sou triste, sou poeta.
— Fagner
Meus olhos são dois velhos pobrezinhos. Perdidos pelas noites invernosas. Abertos sonham mãos cariciosas. Tuas mãos doces, plenas de carinho...
— Fagner
Vida da minha vida. Vida do meu viver... Viver sem ti não é vida. Viver sem ti não é viver!
— Fagner
Só uma palavra me devora, aquela que o meu coração não diz.
— Fagner
E sem o seu trabalho. Um homem não tem honra. E sem a sua honra. Se morre, se mata.
— Fagner
Quando penso em você, fecho os olhos de saudade.
— Fagner
Não se move uma montanha. Por um pálido pedido. De alguém que não se ama.
— Fagner