Autor
Geo
No cenário literário brasileiro, a figura de Geo emerge como um ponto de confluência entre a observação minuciosa do cotidiano e a profunda reflexão sobre a condição humana. Nascido em meados do século XX, Geo testemunhou e absorveu as transformações sociais e políticas que moldaram o Brasil de sua época, desde os anos de chumbo até a redemocratização, infundindo em sua prosa e poesia um senso aguçado de urgência e melancolia. Sua obra, embora não volumosa, é marcada por uma intensidade singular. Destacam-se coletâneas de contos como "Fragmentos do Espelho Quebrado", onde personagens anônimos de grandes cidades revelam suas fissuras e anseios em narrativas concisas e pungentes. Na poesia, "Rios Subterrâneos" explora a fluidez da memória e a busca por identidade em versos que, por vezes, beiram o hermetismo, mas sempre com uma musicalidade intrínseca. Geo não se filiou a escolas literárias, preferindo um caminho autônomo que lhe permitisse transitar entre o realismo e o onírico sem amarras. A relevância de suas palavras perdura hoje pela forma como ele soube capturar a essência da solidão urbana e a complexidade das relações humanas, temas que permanecem universais. Seus personagens, muitas vezes marginalizados ou em crise existencial, espelham dilemas contemporâneos, convidando o leitor a um olhar introspectivo. A sensibilidade de Geo em desvendar as camadas ocultas da alma humana, com uma linguagem que é ao mesmo tempo precisa e evocativa, faz com que sua voz continue a ressoar. Mergulhe nas páginas de Geo e descubra a beleza e a dor que ele tão habilmente soube tecer em palavras.
Frases
O som dos seus sapatos Cortava em pedaços Os meus sonhos e as minhas fantasias Seus olhos apertados Queimavam como cigarros
— Geo
Tira essa tua armadura dourada A tua pele exposta é pouco, é quase nada Deixa eu entrar na trincheira Do que adianta tantas bombas armadas?
— Geo
Eu estiquei demais as minhas mãos Eu derramei demais meu coração
— Geo
Você volta atrás Eu não quero mais Você vem e vai Nunca para no cais O que você faz Me dói demais Me cozinha Em banho maria Na tua mandíbul...
— Geo
Não reguei teu jardim com tantas cores assim Só pra ver minhas flores morrer Ainda é parte de mim Eu não aguento mais viver assim dessa mane...
— Geo